Em resumo

  • O presidente do Fed, Kevin Warsh, dedicou uma seção inteira de seu discurso principal em Jackson Hole à inteligência artificial, chamando o momento atual de "ponto de inflexão na história".
  • Warsh disse que as vendas anualizadas nos dois principais laboratórios de IA agora ultrapassam US$ 100 bilhões, um aumento de mais de 500% em relação ao ano anterior, e confirmou que o Fed agora trata a IA como "potencialmente um novo fator de produção".
  • Warsh destacou que está observando a "segunda derivada" da IA—se o crescimento dos gastos de capital ainda está acelerando.

O primeiro discurso principal de Kevin Warsh em Jackson Hole como presidente do Fed virou manchete principalmente pelo que ele se recusou a dizer sobre as taxas de juros. Mas no meio do discurso, sob o título "Preparando-se para Conjunturas Futuras de Política", está a seção que mais importa para quem acompanha para onde o dinheiro da IA está realmente fluindo.

Warsh começou descrevendo o clima antes da decolagem da IA: Os economistas passaram os anos após a crise de 2008 alertando sobre a "estagnação secular", um mundo com capital demais perseguindo poucos bons investimentos porque, como Warsh disse, "todas as coisas boas já foram inventadas". Essa tese, disse ele, não se sustenta mais.